Amigos, neste final de semana fiz uma coisa diferente...Escrevi e fiquei com vontade de declamar. Declamei! Então ta ai, poesia e video. Eu já havia feito um ensaio com a poesia "Até o Exterminio", mas não ficou muito bom, pois meus equipamentos não estavam 100%, fiz num quarto de hotel barulhento em Copacabana e tive que modificar muito a vóz! Agora não, esse eu não precisei fazer nada, só montar o video colocar a declamação e depois a musica de fundo, que alias, adoro! Um grande Uta e espero que gostem...
L'(Max) 30.08.2008
Poesia declamada, Aquele Olhar - L'(Max) Voz: L'(Max) Musica: The Eyes of Child - Tarja Turunem
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AQUELE OLHAR (escondido)
Aquele olhar escondido, Como o espreitar de bandido. Um oceano de mistérios, Em que o sol nos entorpece. Nessa imensidão úmida, Une em magicidade nossa vida!
Aquele olhar bandido, Que arrepia em estampido. Uma tormenta de paixão, Onde os medos se afloram. Dessa inquietação única, Faz-se a luz da arremetida!
Aquele olhar banido, Que aguou entristecido, Secou meus desejos, No ruir de um amargo beijo. Inventei meu novo o jogo, O olhar que ateia fogo!
Aquele olhar entristecido, Gozou sorriso em gemido. Fez-se breve e apaixonado, Pelo mundo enlouquecido. E essa busca incessante, De um olhar inebriante.
Aquele olhar em um gemido, Pôs-me o êxtase de um remido. Atassalhou sentidos atordoados, Em beijos quentes enluarados. Desfigurou nossos semblantes, Fundiu num flertar de amantes.
Em meio ao barulho da multidão há paz, Límpida e aconchegante de um olhar fugaz. A noite enluarada trouxe a mim o paraíso, Uma brisa ululante me devolveu o juízo. Ouvi no vento um passado azul-infante, Que sem piedade me mostrou o diante. A paz do meu silêncio foi quebrada, Agora é grito, é força e mais nada. Assim ouvi o estatelar em uníssono, Senti o doloroso despertar do sono. E a alma renovou-se como um corte, Cheguei buscar dos desejos a morte. A paz do meu silêncio tornou-se o frio, Sinto desgastar-me como pedras de rio. A razão me mostra o solstício logo à frente, E o final dessa tempestade negra e demente. E no intenso, breve e claro, sol brilhar, Farei a luz de o meu próprio dedilhar. Aqueles sonhos que tornaste escuridão, Nunca mais em teus amanheceres serão. Despir-me-ei das inserções de minhas rugas, Serei cuidadoso ao trepar com sanguessugas. Para mim não serve mais paixões sem nexo, Esse total e desvairado entregar-se por sexo. Farei de minha vida um aprender constante, Olharei para esse mundo por mais distante. Claro! Meus sonhos são maiores que o mar, Indubitavelmente irei descobrir o real amar. Quanto ao eminente errar quando se flerta, A dor é menor se for com a cabeça certa. Reviverei de minha inerte angustia crua, Terei o inicial sentido de uma alma nua. Como doce poesia, desenharei novas trilhas, Serei arrimo de todo amor em minhas filhas. A paz do meu silêncio é latência dos meus dias, É o tramitar das vontades açucaradas em alegrias. Serei novamente o silêncio certo e conciso, Manterei em minha face o sincero sorriso. Enfim exaltarei o eu daquele olhar fugaz, E assim na paz do meu silêncio, terá paz...
Quem sabe onde o vento frio sopra, Eu pergunto aos meus amigos, mas, ninguém sabe. Quem sou eu pra acreditar no amor, Oh, amor não é um estranho.
Eu olhei ao meu redor e o que vi Pessoas de coração partido me encarando, Todos procurando pois eles ainda acreditam Oh, amor não é um estranho.
Eu estava sozinho e precisando de amor Tanto que sacrifiquei tudo que eu estava sonhando, Não ouvi nenhum aviso, mas, um coração pode dizer Eu sentiria o vazio do amor Que eu conheço tão bem
O amor não é um estranho, Eu não sou um estranho. O amor não é um estranho, Eu não sou um estranho para o amor, não, não não
Não posso aguentar a paixão de uma alma necessitada, Eu procurei por piedade Quando meu coração começou a sangrar Eu conheço o bom amor e eu sou amigo da dor Mas, Quando eu prestei bastante atenção vi que era tudo igual.
O amor não é um estranho, Eu não sou um estranho. O amor não é um estranho, Eu não sou um estranho para o amor
Quem sabe onde o vento frio sopra, Eu pergunto aos meus amigos, mas, ninguém sabe. Quem sou eu pra acreditar no amor, Senhor, tenha piedade, Amor não é um estranho, Eu não sou um estranho.
Eu estava sozinho e precisando de amor Tanto que sacrifiquei tudo que estava sonhando Não posso aguentar a paixão de uma alma necessitada Eu procurei por piedade quando meu coração começou a sangrar
O amor não é um estranho, Eu não sou um estranho. O amor não é um estranho, Eu não sou um estranho para o amor.
Amor não é um estranho, Amor não é um estranho, Eu não sou um estranho.
"Sou uma pessoa feliz. Mas acontece que eu sentia falta de ser feliz ao seu lado.
Então, não se espante se um dia me encontrar chorando. Chorando lágrimas de felicidade."
Como cadelas no cio elas disputaram meu amor. Rosnaram sobre os ventos, Profanaram meus rebentos, Comeram seus próprios rabos, Desvaindo-se aos brados. Uma a uma, nos mesmos tempos. Uma a uma, por vários tempos. Uma a uma, em outros tempos. Fodam-se com suas novas coleiras! Nunca mais comeram meus sonetos pelas beiras. Escrevo sem pudor a rusga de meu mal humor. Afogando-me em uma tequila batizada, Acabo com esse tempo em risada. Foram cinco cadelas das mais viçosas, Que por anos fizeram parte de minhas prosas. Hoje são vultos de alguns tumultos, Que fizeram estragos e só encheram meus bagos.